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Prefeitura de Santana vai auxiliar em estudo que definirá futuro da Caesa

O objetivo do estudo é desenvolver projetos que sirvam para que a iniciativa privada se interesse pelo saneamento básico em todos os municípios do Estado. A principal meta é a universalização da oferta de tratamento de água e saneamento.

Por: Izael Marinho - 17/05/2017 - 10:00

O governador Waldez Góes em reunião para tratar sobre o saneamento básico do Estado

Foto: Moranny Sanches

O Consórcio Saneamento Amapá, formado por cinco companhias multinacionais, apresentou nesta terça-feira (16), na sala de reuniões do Palácio do Setentrião, em Macapá, as diretrizes para o estudo preliminar que vai definir a modelagem de venda da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa).

O proposta foi apresentada ao Governo do Estado e às prefeituras de Santana e Macapá pelo líder do consórcio, Márcio Lutterback, que falou em nome das demais empresas parceiras, e que têm aval do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujos representantes também participaram da exposição.

“O objetivo do estudo é desenvolver projetos que sirvam para que a iniciativa privada se interesse pelo saneamento básico em todos os municípios do Estado. A principal meta é a universalização da oferta de tratamento de água e saneamento”, frisou o consultor.

A partir do estudo, o Consórcio vai indicar qual a melhor solução para resolver o problema de saneamento básico do Amapá: se a Caesa pode ser privatizada ou se atuará numa Parceria Público-Privada ou em regime de concessão.

Para o governador Waldez Góes (PDT), “essa é uma oportunidade única para resolver o problema social e econômico que a distribuição de água e saneamento básico têm causado à população, ao mesmo tempo que atrai novos investimentos”, considerou o chefe do Executivo amapaense.

“Não se pode pensar em investimentos sem atentar para os estudos preliminares, nem vice-versa. Essa é a hora do Amapá tirar todas as dúvidas a respeito desse assunto para não ficarmos nesse constante ‘achismo’. O estudo vai proporcionar segurança na tomada das decisões”, pontuou Waldez.

Todos os estudos que o consórcio vai realizar foram financiados pelo BNDES, e contarão com a ajuda de técnicos da Caesa e das prefeituras dos 16 municípios.

Como 70% da população do Amapá está radicada em Santana e Macapá, esses serão os dois primeiros municípios visitados pelos consultores do programa de saneamento.

“Vamos subsidiar os consultores com todas as informações que temos sobre o nosso município”, disse o secretário municipal de Obras Públicas e Serviços Urbanos da Prefeitura de Santana, Juscelino Paulo da Silveira Alves.

“Esse estudo é salutar para Santana e para todo o Estado porque não temos nem 3% de saneamento básico, e saneamento é saúde. Mas investir em saneamento é muito dispendioso, e os municípios não têm recursos para isso. Santana já possui seu Plano de Saneamento Básico pronto. Temos 120 mil habitantes e precisamos de investimentos em água e saneamento. Estamos à disposição para ajudar no que for preciso”, prosseguiu o secretário.

Juscelino Alves disse, ainda: “Nossa preocupação, que também é a do município de Macapá, é com as pessoas de menor poder aquisitivo e que não podem ser prejudicadas com a terceirização dos serviços de saneamento ou com a privatização da Caesa”.

 


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